Compro de quem faz

   As pessoas fantasiam que a indústria da moda é um mundo de glamour e luxo, não é verdade?! Mas, infelizmente o impacto que a indústria da moda causa nas pessoas e no ambiente é muito mais sanguinário do que se imagina. Deixo a dica para assistirem o documentário  The true cost, para entenderem um pouco mais do que acontece por trás dos bastidores. É impossível não se sensibilizar. Sei que a maioria das pessoas pensam: " Quem sou eu pra mudar as coisas?" ou que " Não adianta só eu mudar". Bom, é preciso começar de alguma forma, mesmo que seja em pequenas mudanças de hábitos. E juntos podemos conduzir as pessoas a refletir sobre o consumo de moda. 

   E o que seria essas mudanças de hábitos?! Não vou ser hipócrita e falar não comprem em lojas de departamento, não consumam isso ou aquilo. Mas, sempre que puder substitua um produto industrializado pelo artesanal e de prioridade aos comerciantes locais. Existem muitos pequenos empreendedores, artesãos e designers independentes com trabalhos incríveis e com bons preços.  

   Existe um movimento chamado- Compro de quem faz , que é exatamente isso. Um movimento que incentiva o consumo consciente e responsável  No site do movimento vocês podem ler os manifestos e ver vídeos sobre o assunto. 

  
   Meu blog está interligado ao projeto no insta: @compredequemfaz , sigam lá! Tem várias dicas de lojas e eventos de consumo consciente. E você também pode fazer parte, indicando lojas, artesão e designers que conheçam e tenham um trabalho bacana. 

Tcc é um bicho de sete cabeças?

   No meio acadêmico quando se fala em trabalho de conclusão de curso, os estudantes já ficam aflitos. E eu entendo perfeitamente, antes de iniciar o trabalho temos em mente que esse é o momento de colocar em xeque tudo que aprendemos durante o curso. Dai bate um certo desespero, será que estou realmente preparada?!  Temos em mente que o TCC é o trabalho de dedicação de uma vida.
   
   Mas, relaxem!! O Tcc é apenas mais um trabalho acadêmico, que precisará de um pouco mais de dedicação e tempo. Você não precisa provar que aprendeu tudo do curso, você precisa escolher um tema e se aprofundar ele. Tenha em mente que você precisará ler muito, entender e conhecer o que já foi publicado sobre o assunto escolhido.  A dica é escolher um assunto que você tenha afinidade, pois você passará cerca de um ano escrevendo e lendo sobre.

   Vou contar um pouco da minha experiência ao passar por esse momento e sobre meu trabalho. Pra quem não sabe, estou terminando o curso de Design de Moda, na Universidade Federal de Goiás. E durante o curso sempre gostei de trabalhar com projetos de reutilização de materiais, meus projetos sempre foram orientados a sustentabilidade. Então resolvi interligar três temas: Moda Infantil, Tema Regional e Reutilização de resíduos. Parece complexo né? Mas, explicando melhor desenvolvi uma coleção de roupas e acessórios infantis, reutilizando resíduos plásticos e tendo como tema um animal do cerrado, o tatu.

 
   O trabalho surgiu na busca de estabelecer reflexões. Porque poucas vezes paramos para pensar acerca das questões ambientais. Vivemos num ritmo tão frenético, consumimos e pronto! O que vem depois e os resíduos que produzimos? Pouco importa. Foi através dessas percepções que surgiu meu interesse pelo tema. Já prestou atenção na quantidade de resíduos plásticos nas ruas? E os restos de tecidos que vão para o lixo.  Claro que tenho consciência que meu trabalho não vai resolver essas questões, mas a intenção é fazer pensar.


  Essa foi uma das peças que desenvolvi, uma bolsa infantil feita através de embalagem tetra park, sobras de tecidos e aviamentos e os detalhes são resíduos de embalagens de shampoos. Pra que tiver interesse e quiser ver meu trabalho completo, deixa um recadinho que deixo o link.

  Boa sorte a todos que ainda vão passar por esse momento. 



Dica de Leitura: Histórias da Moda no Brasil



  “História da Moda no Brasil – das referências às autorreferências” é o livro lançado por João Braga e Luís André Prado em 2011 pela Pyxis Editorial. Os autores tiveram a primeira ideia para este trabalho em 1997 que pretendia ser uma pesquisa de história oral e acabou se tornando um livro de 640 páginas que incorpora 500 imagens de vários acervos e entrevistas que foram uma das principais fontes. Algumas entrevistas estão compiladas em um vídeo feitos junto a esse trabalho e que pode-se achar algumas partes dele no youtube. 






   Tanto no livro como no vídeo, se vê uma discussão que ocorre do começo ao fim: “se existe moda brasileira e o que é moda brasileira”. De todos os livros sobre moda e vestuário no Brasil, este, provavelmente, é um dos mais completos em dados, referências, imagens, entrevistas e personalidades deste universo. Também é escrito em uma linguagem direta, porém não simplista, em que o leitor leigo e o aprofundado no assunto podem aproveitar uma leitura clara e cativante.
E como um bom livro de moda, tem uma linda capa com belos croquis dos nossos grandes costureiros e estilistas e todas as páginas do livro são coloridas e com muitas imagens da nossa história da moda desde a belle époque ao ano de 2010.



ESCRITO POR MARIANA MENDONÇA.

Questionar é o último grito da moda.



      O acesso fácil a informação tornou a moda aparentemente fácil de ser entendida e acompanhada. Revistas de moda estampando as últimas novidades e uma infinidade de blogs ditando como se vestir. Com tantas dicas e inspirações parece ser impossível errar. Mas na hora de se vestir a maioria das pessoas se sentem frustradas ao tentar seguir as lindas e impecáveis blogueiras. Isso acontece porque essa enxurrada de informação é apenas copiada e não interpretada. 

       Infelizmente essa super acessibilidade vem jogando as tendências como obrigatoriedade para se "estar na moda". Forjando uma criatividade que não existe. Quando nos depararmos com esses últimos gritos da moda seja em revista ou qualquer outra fonte, tendemos a pensar quão despretensiosas e criativas elas são. Mas a verdade é que tentam mascarar uma padronização onde não há espaço para sua criatividade e muito menos a sua opinião. Porque o despretensioso é milimetricamente sem compromisso. É exatamente por isso que aquele mix parece maravilhoso na revista,s mas copiado para o dia a dia é uma combinação repleta de adornos e informações desconexas. 

     Mas como entender a moda diante de tanta informação? Entender a moda na verdade é uma coisa simples, pense na moda como uma opinião. Quando alguém tenta te obrigar a ter uma opinião sobre algo o que você faz? Aceita sem pensar ou questionar? Então porque usar algo que engorda, achata a silhueta, envelhece  apenas porque está na moda? Não estou falando que se inspirar em algo é errado, estou falando que antes de tudo questione, não aceite algo apenas porque todo mundo está usando. E principalmente tenha conhecimento do seu corpo e saiba valoriza-lo. Tenha sempre em mente que uma roupa transmite uma mensagem aos outros e é seu cartão de visita. Antes de simplesmente se render aos "encantos" ouse ter sua opinião.


ESCRITO POR CAROLINNY CANDIDO.

Dica de leitura: Cartas a um jovem estilista


Divertido e instrutivo, Cartas a um jovem Estilista- assinado por Alexandre Herchcovitch, o grande homem da moda na atualidade- é um livro repleto de dicas e conselhos valiosos Aqueles que querem ser estilistas de sucesso ou profissionais renomados da área de moda. Herchcovitch não poupa palavras para trazer à luz os maiores desafios da profissão, assim como as conquistas e recompensas que esperam pessoas dispostas a se aventurar no mundo fashion.

ESCRITO POR CAROLINNY CANDIDO.

Profissão: Figurinista

O que é ser um figurinista?



Figurinista é o profissional que trabalha escolhendo e produzindo elementos de cena em uma produção artística (de teatro, cinema ou televisão). O figurino corresponde aos trajes, adereços e acessórios utilizados pelos artistas, que fazem parte da composição de cena e do espetáculo em si. O profissional é responsável por todo o figurino dos personagens, levando em conta muitos aspectos do roteiro, como por exemplo, a época e a região em que a situação se passa, os costumes, o vestuário, tipo físico e psicológico dos personagens, etc.

Quais as características desejáveis para ser um figurinista?

Para ser um figurinista é desejável que o profissional goste de moda, e que, além de tudo, tenha sensibilidade para combinar os aspectos de cena.

Qual a formação necessária para ser um figurinista?

Não existe formação exigida para ser um figurinista, muito embora, a maioria das produtoras de filmes, peças, espetáculos e de televisão exijam que o profissional seja formado em algum curso de graduação ligada à moda, negócios da moda, design de moda, produção cênica, etc.
É também muito interessante que o profissional esteja em constante processo de atualização e participe de cursos, workshops e treinamentos da área.

Principais atividades


Ler o roteiro da peça, novela, espetáculo, show, etc. Analisar o orçamento disponível e elaborar um projeto que atenda todas as necessidades do espetáculo.Pesquisar sobre a época e região em que se passa a trama ou sobre o estilo de espetáculo.Pesquisar sobre os costumes comuns na época e analisar psicologicamente os personagens.

Áreas de atuação e especialidades


O figurinista profissional trabalha em apresentações e montagens artísticas, podendo ser enquadrados nessa categoria as peças teatrais, peças musicais, espetáculos de dança, shows, novelas, minisséries, filmes longas e curtas-metragem, eventos que tenham participações artísticas, etc.

Dica para leitura:



O livro conta a história do figurino de teatro no Brasil, enriquecido por referências de trabalhos realizados por conceituados figurinistas. Rosane Muniz nos faz espectadores de reveladoras entrevistas, traçando um expressivo panorama da profissão e resultando numa obra que preenche uma lacuna de documentação para estudantes, profissionais e outras pessoas interessadas no assunto.




ESCRITO POR CAROLINNY CANDIDO


O universo dos calçados

Ilustração da designer Niege Borges que mostra vários modelos de sapatos e seus nomes em inglês. É um ótimo manual para esclarecer o nome dos infinitos modelos que encontramos hoje em dia.




ESCRITO POR  CAROLINNY CANDIDO